Projeto Fauna

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Curso Teórico – Despetrolização de Fauna

O Curso de Despetrolização da Fauna aborda o atendimento dos animais em casos de derrames de petróleo e seus derivados na área do Complexo Estuarino de Paranaguá. É uma das atividades desenvolvidas pela Funespar, por meio da equipe do Projeto Fauna Paraná e tem como objetivo disseminar o conhecimento sobre os processos de despetrolização com a comunidade local, acadêmicos e profissionais.

Data: 15 a 17 de Julho
Local: Palácio Taguaré – R. Soares Gomes, 1889-2047 – Bockmann, Paranaguá – PR, 83203-800 – Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Portos do Paraná)

Ministrantes:
Bióloga, Drª Danyelle Stringari
Médica Veterinária, Drª Letícia Koproski
Biólogo, Éder Paetzhold

Os certificados serão emitidos e enviados por e-mail após a confirmação de participação nos três dias de curso.

Dúvidas: projetofaunapr@gmail.com

RETIFICAÇÃO Nº1/2019 DO EDITAL DE PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 001/2019

A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná – FUNESPAR, no uso de suas atribuições legais, torna públicas as retificações, considerando as necessidades de adequação do Processo Seletivo Simplificado para contratação de BOLSISTAS DE APOIO TÉCNICO À PESQUISA E PESQUISADOR INTERDISCIPLINAR do Edital 001/2019.

Clique aqui para acessar o edital: Edital Retificado

Projeto Fauna Paraná participa de simulado do Plano de Emergência Individual, no litoral do Paraná

No primeiro simulado do Plano de Emergência Individual (PEI) realizado pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), no Porto de Antonina, a equipe da Appa levou menos de uma hora para conter um acidente fictício com o vazamento de aproximadamente mil litros de óleo diesel no mar, provenientes de uma embarcação de dragagem ancorada no Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP).

De acordo com o diretor-presidente da Appa, Lourenço Fregonese, o tempo de resposta no simulado comprovou a eficiência dos técnicos que atuam na área de emergências ambientais. “É nesse momento que é colocado em avaliação o preparo dos agentes”.

Os pesquisadores biólogos Dra. Danyelle Stringari e Euclides Selvino Grando Jr, os médicos veterinários Dra. Letícia Koproski e Dr. Paulo Rogério Mangini, juntamente com o estudante de biologia, auxiliar técnico Leonardo José Duda – integrantes da equipe técnica-científica permanente do projeto de despetrolização da fauna, também participaram das atividades.

Ainda em terra firme, a Dra Letícia fez uma palestra para os demais integrantes da equipe técnica e brigadistas voluntários sobre o atendimento de animais oleados, conteúdo ao qual já tiveram acesso durante os cursos de Despetrolização da Fauna realizados nas sedes da APPA, em Paranaguá e do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR), em Curitiba.

Durante a operação, as equipes tiveram de demonstrar capacidade e agilidade para contenção e recolhimento do líquido, proteção de áreas sensíveis e atendimento à fauna petrolizada, combatendo as possíveis consequências que um acidente dessa magnitude pode gerar. Toda a ação foi acompanhada por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), unidade Paraná, que contribuíram para a realização e avaliaram o desempenho da equipe.

“Os simulados servem como um exercício indispensável para a escolha dos melhores caminhos e correção de possíveis falhas. O que se percebeu, nessa situação, foi um tempo rápido de resposta e uma série de melhorias e avanços, na comparação com outros simulados já realizados pelo órgão em outros locais”, disse o responsável pelo Núcleo de Emergências Ambientais do Ibama Paraná e analista ambiental, José Joaquim Crachineski.

O SIMULADO – Cerca de 30 pessoas da área ambiental da Appa, brigadistas voluntários e equipe técnica do CEPED/PR, participaram da ação que envolveu diferentes etapas, como a identificação do risco; o diagnóstico da situação; a definição das medidas cabíveis; a resolução; e a comunicação pública sobre o problema.

Vários bambolês foram usados na representação do óleo, por apresentar semelhança com a atuação do material na água. Para a operação, cinco embarcações foram utilizadas, além de materiais como barreiras de contenção e absorventes, recolhedor, tanque de armazenamento flutuante e itens para tratamento da fauna.

As equipes de busca e resgate montadas para atuar no simulado, avistaram duas aves oleadas na ponta do Félix, no Porto de Antonina. Elas estavam próximas ao local onde estavam posicionadas as boias de contenção utilizadas pela equipe da resposta primária ao acidente. “Dadas as dimensões da embarcação utilizada para o resgate, bem como a profundidade e natureza rochosa do fundo no ponto de localização dos animais atingidos, optou-se pelo desembarque da equipe em escada de acesso aos berços, a aproximadamente 400 metros dos animais localizados, sendo o deslocamento da equipe de resgate feito com apoio de veículo terrestre”, relata a Dra Letícia.

Koproski conta ainda que a equipe capturou dois pinguins-de-magalhães com o auxílio de um puçá. “As aves artificiais foram contidas fisicamente com o auxílio de luvas de vaqueta. Nesse momento, realizaram-se os primeiros procedimentos de atendimento, caracterizados pela limpeza das vias aéreas e dos globos oculares. Após o manejo, os animais foram acondicionados em cestos adaptados para o transporte. Ainda no local, as fichas de registro inicial foram preenchidas com informações básicas sobre os pacientes, sendo priorizadas as informações que identificavam as espécies, porcentagem de petrolização e condição geral dos animais”.

RECEPÇÃO DA FAUNA OLEADA – A equipe de resgate desembarcou nas proximidades do Centro de Proteção Ambiental (CPA), localizado no cais do Porto de Paranaguá, transportando “um indivíduo apático com 15% de superfície oleada e outro prostrado com 30% de superfície oleada”, explica Dra Letícia. Os animais foram recepcionados pela equipe de atendimento, que verificou os dados do campo e procedeu os exames clínicos e a pré-lavagem nos animais. Na pré-lavagem, o excesso de combustível dos globos oculares foi retirado com solução fisiológica e dos bicos com óleo mineral. Após esse procedimento, eles foram encaminhados para lavagem de emergência.

Ainda segundo relatório da Dra. Letícia Koproski, as lavagens simultâneas dos animais capturados foram realizadas em bacias com água aquecida e detergente na diluição adequada de acordo com toxicidade do produto. A técnica de lavagem seguiu a sequência: cabeça, dorso, asas, ventre, cloaca e pés. A fim de treinamento, após a lavagem os pinguins foram encaminhados ao enxague que ocorreu com o uso de mangueira e ducha de direcionamento. “A pressão no enxague se faz necessária para a efetiva retirada de resquícios de combustível e também do detergente. Nenhum desses produtos pode permanecer no animal, pois impediria a posterior impermeabilização das penas”, afirma a veterinária.

Na sequência do fluxo do atendimento, o excesso de água dos pacientes foi retirado com o uso de toalhas e realizou-se a hidratação pós-lavagem dos animais. Logo em seguida, os pinguins foram acondicionados em caixa d’água forrada com manta absorvente para secagem com secadores e aquecedores, sendo protegidos por tela mosqueteiro para prevenção de fuga e de ocorrência de malária aviária. “Com a finalidade de treinamento, cada integrante da brigada executou todos os passos descritos no atendimento da fauna”, explica.

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AVALIAÇÃO DO SIMULADO – Após as operações no mar e no Centro de Proteção, as equipes participaram de uma reunião de avaliação e desmobilização do simulado, com participação dos coordenadores de resposta e de campo, equipe de fauna, Ibama e os responsáveis pela Diretoria de Meio Ambiente (DIRAMB), da Appa, realizada no CPA. Em seguida, houve a finalização da atividade de lavagem dos animais.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno Guimarães, o resultado apontou o preparo dos agentes para resolver possíveis ocorrências dessa natureza. “A equipe agiu rápido e conseguiu, de maneira correta e tranquila, identificar a intensidade do problema e propor a melhor solução. Por isso, o tempo de resposta foi muito menor que o previsto no Plano, que, nesses casos, estabelece a solução em até duas horas”, explicou.

Na opinião da bióloga e diretora acadêmica do CEPED/PR, Danyelle Stringari, o simulado permitiu verificar “a capacidade de reunir a brigada voluntária necessária para dar a resposta inicial a uma situação de emergência ambiental que possa envolver a fauna, além de ter possibilitado a execução da prática de despetrolização da fauna”.

O projeto ‘Estruturação, implementação e gerenciamento de uma base especializada no resgate e na despetrolização em caso de acidentes ambientais na área do Complexo estuarino de Paranaguá (CEP)’, é resultado de convênio firmado entre a Universidade Estadual do Paraná (Unespar, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (Funespar) e a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), sob a coordenação da profa. Dra. Danyelle Stringari, diretora acadêmica do (CEPED/PR).

Projeto Fauna Paraná realiza atividades práticas para estudantes de Medicina Veterinária da UFPR

As aulas às segundas-feiras no Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres (CEPED/PR) fazem parte da disciplina ‘Vivências em Medicina da Conservação’ – uma ciência que aborda a saúde num contexto ecológico – do curso de Medicina Veterinária, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O conteúdo é dado pela médica veterinária e doutora em Conservação da Natureza, Letícia Koproski. “Nosso foco de trabalho no CEPED/PR é relacionar a medicina da conservação com desastres, nesse caso, o derramamento de óleo. E essa parceria entre o Centro Universitário e a universidade nos permite colocar isso em prática”.

Durante o curso, que tem a duração de um semestre, os acadêmicos vão receber treinamento sobre como agir nas etapas do processo de despetrolização da fauna atingida no caso de algum acidente na área do Complexo Estuarino de Paranaguá (CEP), um dos estuários com maior biodiversidade do planeta e onde se praticam diversas atividades extrativistas. “Gostei da ideia do curso. Acho que tem muito a ver com a área que eu quero seguir, a Saúde Pública”, conta Letícia Guerra, de 20 anos, que assim como todos que estão fazendo as aulas práticas no CEPED, ela também está no quinto período do curso de Medicina Veterinária da UFPR.

 

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A princípio, a acadêmica Letícia Hauptman, de 20 anos, queria fazer o curso porque as aulas contam como horas complementares, mas depois que tomou conhecimento de tudo o que iria aprender, o foco do seu interesse mudou. “Agora que sei como é o curso, e que já vi fotos de animais oleados, achei tudo muito interessante”.

O CEPED/PR começou a realizar em 2017, cursos para capacitar voluntários que atuem no atendimento à fauna oleada, numa parceria com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), e a Universidade Estadual do Paraná (Unespar).  Segundo a coordenadora geral do projeto na Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Estadual do Paraná (Funespar), Danyelle Stringari, “O treinamento da brigada voluntária é fundamental para a gestão do desastre durante um evento. É importante lembrar que esta atividade da maneira como foi concebida no Paraná e com as características peculiares deste projeto não existe em outro local no país. Os estudantes estão tendo uma formação diferenciada e poderão no futuro, atuar nesta área carente de profissionais no mercado”. Ao todo, o projeto Fauna Paraná já formou 73 brigadistas.

Nesse curso, específico para acadêmicos da UFPR, também haverá treinamento prático com a lavagem de animais e participação numa expedição na Baía de Paranaguá. A turma que vai frequentar as aulas no CEPED até o meio do ano, já se cadastrou para atuar como brigadistas.

Entre elas, a universitária Karine Kulik, também de 20 anos. “Eu já tinha achado interessante o título do curso, mas depois que o coordenador explicou a proposta, e de ter assistido as primeiras aulas, achei melhor ainda”.

Para o coordenador do curso de Medicina Veterinária da UFPR, Ricardo Vilani, “Esta parceria da UFPR com o CEPED está proporcionando aos alunos do curso de Medicina Veterinária a oportunidade de vivenciar um trabalho de profissionais de alta capacidade na área de Medicina da Conservação, tanto em conteúdos teóricos fundamentais, quanto na prática, como a expedição ao estuário. Além disso, a capacitação desses alunos como brigadistas irá acrescentar muito em sua formação como cidadão, além de formar conjuntamente uma mão de obra qualificada para o trabalho em desastres”.

Fonte: http://www.ceped.pr.gov.br/2018/03/164/CEPED-PR-realiza-atividades-praticas-para-estudantes-de-Medicina-Veterinaria-da-UFPR-.html